segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Londres constrói edifício mais alto de toda a União Européia

Maior arranha-céu da União Européia, com 310 metros, é símbolo da recuperação de área da capital inglesa



LONDRES. O príncipe Charles já o chamou de saleiro gigante. Mas o fato é que o Shard, como é conhecido o futuro maior arranha-céu de Londres e da União Europeia, provoca discussões apimentadas muito mais pelo seu simbolismo do que por seus 310 metros de arquitetura modernista encravados nas barbas da cidade antiga.

O Shard e o enorme guindaste que o acompanha já fazem parte da paisagem londrina. A área externa do prédio estará pronta em junho, mas a inauguração da torre deverá ficar para 2013. A ambiciosa obra que o arquiteto italiano Renzo Piano projetou em 2000 fará então companhia, definitivamente, ao belo domo da catedral de Saint Paul e à Tower Bridge. Seus 95 andares farão ainda mais sombra ao já nebuloso ambiente de recessão em que mergulha uma das principais cidades do mundo.

— Podemos mandar os grandes políticos da Europa para o alto da torre e só deixá-los sair de lá quando resolverem a crise da zona do euro — brincou em dezembro o incorporador do Shard, Irvine Sellar, em entrevista ao diário britânico “Guardian”.

Quatro andares, a partir do 68, estarão disponíveis para o público apreciar do alto das nuvens a cidade de oito milhões de habitantes e de quase dois mil anos de História. Mais três pisos foram projetados para restaurantes finos, outros 27 para escritórios, e 18 para um hotel e spa cinco estrelas. Foi preciso o investimento de 1,5 bilhão de libras do Banco Central do Qatar para que o projeto seguisse adiante em 2009 e começasse a crescer luxo acima.




— Nós queremos que os londrinos sintam que este prédio pertence a eles — disse Sellar esta semana. —Você poderá comer, trabalhar e até dormir aqui. E ainda poderá apreciar a vista do alto da torre.

Alguns vizinhos do empreendimento esperam que aconteça realmente uma mudança efetiva na economia da região que foi, por muito tempo, um dos lados menos prósperos do Rio Tâmisa.

— Eu gosto do design e acho que o prédio promete — aposta Cherille McNeil-Halward, de 71 anos, dona de uma loja de molduras próxima ao Shard. — A torre trará gente com dinheiro para gastar aqui, e isto vai ser bom para a vizinhança.

A região administrativa de Southwark, embora seja uma das mais antigas de Londres e vizinha da City, como é conhecida a área do distrito financeiro, está passando agora por um período de reurbanização depois de quase um século de perda de população. Para Tony Travers, diretor do grupo de estudos para a Grande Londres, da London School of Economics, o Shard, que ele chama de “torre de poder e riqueza num distrito pobre”, é um marco desse novo momento.

— Para trazer transformação, é preciso aceitar a gentrificação — diz Travers, usando o neologismo que define a chegada de pessoas de maior poder aquisitivo a áreas degradadas.

A construção do Shard foi atingida pela crise de crédito: em 2008 o Crédit Suisse garantira o financiamento da obra, mas voltou atrás após a quebra do Lehman Brothers. E foi salva pelo dinheiro do Qatar, que garantiu seu pedaço na torre reservando dois andares convertidos em dois apartamentos para a família real.

O futuro do empreendimento não está seguro. Além dos qataris, investidores chineses e alguns restaurantes garantiram suas fatias da torre. Mas, num momento de crise em que muitas empresas estão apertando os cintos para reduzir os custos, a maioria dos escritórios ainda está por alugar.

Por fora, o Shard já marcou seu espaço no corpo da cidade. Como a torre vai ser por dentro, dependerá do destino da economia britânica.
Fonte: O Globo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Veja como vai ficar a Lapa após a conclusão da reforma

Região dos Arcos vai ganhar jardins e área para a prática de skate após investimentos de 12 milhões de reais


Região dos arcos após a reforma: Praça Cardeal Câmara deverá estar pronta até março

Em obras desde dezembro de 2011, a Praça Cardeal Câmara, na Lapa, vai ganhar jardins e uma área para prática de skate. Com previsão de conclusão para março, a região vai deixar de ter degraus e anfiteatro para ser pavimentada em um plano só. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, o piso será feito em granito e pedra costaneira. O investimento na região deve chegar a 12 milhões de reais e vai incluir a melhora da iluminação e o restauro de monumentos históricos. Além disso, a Rua da Lapa vai ganhar duas praças. Em 2011, foi a vez da Praça Tiradentes passar por uma revitalização. A mudança mais significativa ficou por conta da retirada das grades que enfeiavam a região, além do restauro de postes antigos e troca do calçamento.



Fonte: Veja Rio

sábado, 21 de janeiro de 2012

Os 10 prédios mais feios do mundo. Sede da Petrobras, no Rio, é um deles.

CNN listou as edificações que roubam a atenção por seus desenhos bizarros e polêmicos


RIO - A beleza, de fato, é relativa. O que é feio para alguns pode ser bonito para outros. E quando o assunto gira em torno de edifícios, as discussões tornam-se mais acaloradas. O site da CNN listou os dez prédios mais feios e polêmicos do mundo. E o Brasil não escapou dessa lista.


1. Ryugyong Hotel, Pyongyang, Coréia do Norte




Com típicas construções de regimes comunistas sem muita beleza, o hotel Ryugyong se destaca por seu futurismo exagerado, numa pirâmide de vidro de 330 metros de altura. O prédio começou a ser construído nos anos 80, mas as obras ficaram paradas por mais de 15 anos. Erguida, aparentemente, como uma resposta à Coréia do Sul para ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 1988, o empobrecido Norte ficou sem dinheiro para o projeto no início de 1990. Em 2008, um grupo de investidores egípcios retomou e está terminando a construção. Depois de um hiato de 16 anos, o hotel deverá ser inaugurado neste ano, a tempo das comemorações pelo 100º aniversário de nascimento de Kim Il Sun.

2. Atlantis Hotel, Dubai, Emirados Árabes Unidos




A exuberância das construções de Dubai pode acabar passando dos limites do bom gosto. Situado sobre a ilha artificial de Jumeirah, o Atlantis Hotel tem dois blocos massivos com um estilo duvidoso e duas torres no meio ligadas por uma passagem que cria, com o vão, o formato de um domo de arquitetura islâmica. Frente ao mar, o hotel tem muito luxo, com ótimos restaurantes, e interiores com uma decoração, mais uma vez, duvidosa.


3. Palácio do Parlamento, Bucareste, Romênia




Considerado o maior prédio administrativo do mundo, o Palácio do Parlamento de Bucareste é uma mostra em tamanho gigante da arquitetura burocrática da europa do leste comunista. Construído sob a ditadura de Nicolai Ceausescu, o prédio tem doze andares e mais de 1.100 quartos. Para construir esta edificação em 1984, as autoridades romenas removeram boa parte do centro histórico de Bucareste, incluindo 30.000 residências e 28 igrejas.


4. Torre de Televisão Zizkov, Praga, República Tcheca





Com 216 metros sobre três pilares de concreto, com formas cúbicas e ares de foguete espacial, a Torre de Televisão Zizkov, com certeza, não passa desapercebida em meio à paisagem da bela arquitetura tradicional de Praga. A torre foi construída entre 85 e 92 e causou muita polêmica com os habitantes da cidade. A torre já foi conhecida por tchecos como "Jakesuv PRST" ou "dedo de Jake", uma referência ao Milos Jakes, o detestado Secretário Geral do Partido Comunista da então Checoslováquia na época em que o prédio foi erguido.


5. Experience Music Project, Seattle, Estados Unidos


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O Experience Music Project, conhecido como EMP, é um centro cultural de Seattle que funciona como sala de shows, museu interativo do Rock e museu de ciência ficção. Financiado por Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft, o EMP custou US$ 240 milhões e o arquiteto Frank Gehry se inspirou numa das muitas guitarras que Jimi Hendrix (nascido em Seattle) quebrou em sua curta carreira. O resultado não lembra bem isso, mas sim uma série de formas futuristas sem muita coerência e cores brilhantes e estranhas.


6. Mausoléu de Ho Chi Minh, Hanói, Vietnã


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Líder do Vietnã entre 1945 e 1969, Ho Chi Minh tinha deixado claro seu desejo de ser cremado quando morresse. Seu pedido foi ignorado pelos líderes socialistas do país e para piorar, seu corpo foi colocado em um mausoléu cinzento e sem graça na capital, Hanói, que pouco mostra a importância do líder na história do país.


7. Catedral Metropolitana, Liverpool, Inglaterra


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A arquitetura de cidades industriais do oeste da Inglaterra, como Manchester ou Liverpool, é conhecida por sua falta de beleza. A Catedral Metropolitana de Liverpool, projetada na década de 60, colabora com a fama em questão, pois parece uma gigantesca tenda de concreto, cercada por vitrais e grandes colunas de alumínio.


8. Portland Building, Portland, Estados Unidos


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Quando foi inaugurado no centro de Portland em 1982, o Portland Building, prédio municipal, causou uma impressão de modernidade e design. Com o tempo, a feiúra deste edifício quadrado de quinze andares, com janelinhas e formas esquisitas, ficou cada vez mais clara aos olhos do habitantes de Portland.


9. Fang Yuan Building, Shenyang, China


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Shenyang, no estado de Liaoning, no leste da China, tem como principal curiosidade o Fan Yuan Building. O prédio, de 25 andares, foi projetado pelo arquiteto CY Lee, que fez um trabalho muito melhor com o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan. O Fan Yuan Building tem uma base retangular da qual parte uma ¿moeda¿ futurista, com painéis de vidro e círculos dourados.


10. Prédio da Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil




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Uma das maiores empresas brasileiras, a Petrobrás, tem sua sede em um prédio projetado em 1967 no centro do Rio de Janeiro. A edificação é escura durante o dia, mas à noite fica parecendo uma nave espacial por causa da intensa iluminação combinada às linhas modernistas do prédio. Faz também referência ao jogo Lego.


Fonte: O Globo online

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eike Batista vai construir shopping de luxo na Barra da Tijuca

Voltado para o mercado de luxo, centro comercial do homem mais rico do país será construído ao lado do condomínio Riserva Uno
Barra da Tijuca: alvo de empreendimentos comerciais de luxo

O empresário Eike Batista vai fazer mais um empreendimento no Rio. Dessa vez, o homem mais rico do país e o oitavo do mundo, vai construir um shopping center. O centro comercial será voltado para a classe A e B e ficará em um terreno de 30 mil metros quadrados. Localizada na Avenida das Américas, a área fica nas proximidades do condomínio Riserva Uno e pertencente a uma de suas empresas, a REX, responsável por investimentos imobiliários da holding EBX.

A Barra também vai ganhar outro empreendimento comercial voltado para o mercado de luxo. Será o shopping Village Mall, construído pela Multiplan, dona do Barra Shopping. Vizinho ao New York City Center, será um investimento da ordem de 410 milhões de reais e, quando for inaugurado, será o maior da América Latina. Seus corredores vão abrigar 134 lojas de grifes internacionais, como a Dior, e cinemas vip da rede Cinemark.

Fonte: VEJA Rio

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasil ultrapassa Reino Unido e se torna 6º país mais rico do mundo



Avenida das nações unidas em São Paulo - SP, símbolo do renascimento econômico brasileiro  

RIO - O Brasil conquistará o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, de acordo com pesquisa publicada pelos principais jornais britânicos nesta segunda-feira. Se confirmado, será a primeira vez que o país fica atrás de uma nação sul-americana, de acordo com informações divulgadas pelo “Daily Mail”.

A crise bancária de 2008 e a recessão foram fatores determinantes para a queda do Reino Unido, segundo o jornal “The Guardian”, que ainda destaca que a América do Sul tem crescido a partir das exportações para a China e Ásia.

- O Brasil tem batido os países europeus no futebol por um longo tempo, mas batê-los na economia é um fenômeno novo - comparou Douglas McWilliams, CEO do Centro de Economia e Pesquisa de Negócios (CEBR, em inglês), consultoria responsável pela pesquisa.

O ex-conselheiro britânico, Peter Slowe disse que “o Brasil tem uma variedade de recursos naturais com os quais pode contar”, como o petróleo e minerais da Amazônia.

O primeiro no ranking de maior economia são os Estados Unidos, à frente da China, Japão e Alemanha.

Em 2010, o Brasil foi a sétima maior economia do mundo depois de ultrapassar a Itália. . Para 2012, o BC estima um crescimento de 3,5%, enquanto o ministro da Fazenda prevê uma expansão entre 4% e 5%. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, O Brasil fechará 2011 como o sexto maior PIB mundial, com US$ 2,4 bilhões.


Em ranking de desenvolvimento humano, Brasil ainda patina


Dados recentes divulgados pelo Pnud a respeito do IDH, que mede o desenvolvimento humanos das nações, mostra que ainda existe um abismo separando Brasil e países desenvolvidos, como o Reino Unido (em 28º). De acordo com as últimas estatísticas, o Brasil ocupa a 84ª posição de um ranking com 187 países avaliados. No entanto, quando se leva em conta a desigualdade, o país perde 13 posições, ocupando a 97ª posição no ranking dos países. E, assim, o índice vai para 0,519 — redução de 27,7% sobre o indicador (0,718).

Os cinco primeiros do ranking são: Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Os cinco últimos classificados são: Chade, Moçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo

Fonte: O Globo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cinco cidades respondem por 25% de toda a riqueza do Brasil

Capitais brasileiras representavam 34% da riqueza gerada no país

Ipanema é junto do Leblon um dos bairros mais caros de toda América latina

RIO — O nível de concentração de riqueza do país continua em patamares elevados. Em 2009, apenas 5 municípios — São Paulo (12,0%), Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba (1,4%) e Belo Horizonte (1,4%) — geram quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB, total de bens e serviços produzidos) do Brasil. Juntos, eles representavam 12,6% da população nacional. Mas já foi pior. Em 1999, Rio e São Paulo respondiam por quase 25% da riqueza nacional.

Por outro lado, 1.302 cidades respondem por até 1% do PIB de 2009. Segundo o IBGE, a média do PIB dos 10% dos municípios com maior riqueza geraram 95,4 vezes mais renda do que a média do PIB dos 60% dos municípios com menor PIB.

— Em 2009, as capitais aumentam a sua participação, aumentando a concentração. Mas outros cortes mostram que a concentração vem, ao longo dos anos, se reduzindo nos últimos anos. Mas ainda é muito elevada — disse Sheila Zani, coordenadora do levantamento do IBGE.

Em 2009, as capitais brasileiras representavam 34,7% da renda nacional, sendo que a região Norte detinha 2,4% do PIB; e a Sudeste, 19,4%.
Fonte: O Globo

sábado, 10 de dezembro de 2011

CRISE EUROPÉIA ANÚNCIA TURNÊ PELO BRASIL




Angela Merkel atendeu às exigências do FMI e vestiu-se de Lady Gaga


DUBLIN – Com o mercado de shows em países emergentes aquecido e a penúria geral do Velho Continente, o líder humanitário Bono Vox convocou seus pares para uma turnê mundial que vai exportar os dividendos da crise econômica europeia. "Levaremos nossa entourage de investidores, especuladores e políticos para 32 países emergentes. Será um festival de IPOs, derivativos e venda de títulos públicos", explicou o vocalista do U2.

Batizada de Stock in Rio, a etapa carioca acontecerá em janeiro em terreno alugado por Roberto Medina e Eike Batista. Sting, Sinnead O´Connor, Biafra e as meninas cantoras de Petrópolis confirmaram presença no Palco Mundo. Do lado esquerdo, a Wall Street (antiga Rock Street) emulará uma rua de casas penhoradas de Nova Orleans. Ali, os interessados em merchandisingpoderão levar para casa ações de empresas gregas, notas promissórias de bancos irlandeses e títulos públicos italianos.

No Palco Sunset acontecerão encontros de peso. Os organizadores já confirmaram os duetos de Silvio Berlusconi & Angela Merkel, Mahmoud Abbas & Benjamin Netanyahu e Elton John & Bolsonaro.

No final do dia, as bolsas europeias despencaram com a confirmação de Claudia Leitte no set list. Sandra Annengerg comentou: "Que deselegante!"

Fonte: Revista Piauí (    )

domingo, 13 de novembro de 2011

Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu são tomadas pelas forças de segurança do RJ: Um novo futuro para essas comunidades nasce agora

A favela da Rocinha fica entre os bairros de São Conrado e Gávea, na Zona Sul, dois dos maiores IPTU's do País. Na favela vivem famílias de Classe média alta com rende de até R$30 mil mensais
Ocupar uma das maiores favelas do mundo sem atirar – e sem receber tiros – é um feito memorável. Executar o plano à risca, em uma área cercada de condomínios de classe média alta, ao alcance da janela de dois hotéis e um shopping de luxo, só aumenta a visibilidade do feito. O resultado surpreendente da ocupação das favelas da Rocinha e do Vidigal, que incluiu a ainda minúscula Chácara do Céu, foi uma espécie de renovação de uma rara onda positiva para a polícia do Rio, só comparável à tomada do Complexo do Alemão, em novembro o ano passado. A repercussão positiva vem potencializada pela localização privilegiada e por um planejamento que incluiu das questões táticas ao cronograma de divulgação das ações. O governador Sérgio Cabral e seu homem de frente na segurança pública, José Mariano Beltrame, transformaram assim, mais uma vez, uma favela em vitrine internacional para o Rio de Janeiro – e eles próprios, não sem méritos. Às 12h30m as bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Rocinha, por policiais femininas e sem a presença de autoridades do governo estadual. O secretário Beltrame justificou: "Este é o momento desses homens que estão há noites sem dormir para libertar a população da Rocinha."
Sérgio Cabral chegou sorridente ao 23º BPM (Leblon), unidade da PM a algumas centenas de metros de seu apartamento no mesmo bairro. Cabral destacou a importância da união de forças entre as esferas de governo e se disse feliz por ter cumprido um compromisso de campanha. “Em 2006, prometi ali que libertaria a comunidade do tráfico. Hoje é um dia histórico, é mais um capítulo da paz no Rio. Os marginais estão presos, ou serão presos os que estão foragidos”, disse, sobre a quantidade ainda pequena de capturados.
O governador conversou pela manhã com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula. E pôde, pela Rocinha, relembrar o compromisso com o governo federal que, recentemente, com o silêncio de Dilma sobre os royalties, parecia esquecido. “A voz do ‘presidente Lula’ (sic) está ótima”, disse.
O secretário de Segurança, cauteloso, destacou que a ocupação da Rocinha tem “apenas algumas horas”, e que os agentes de segurança estão tomando conhecimento de um local que “os marginais” conhecem há 30 anos. “Apreender armas, drogas, isso é muito importante. Mas devolver a dignidade, livrar uma população do jugo do fuzil, isso também é muita coisa”, disse, também respondendo a ainda pequena quantidade de traficantes detidos. “Podemos ter, sem dúvida, bandidos foragidos. O ideal seria podermos devolver o território com todos os presos e todas as armas apreendidas. Nós focamos o território, para permitir que o estado possa cumprir o seu papel. Esse foco foi atingido”, afirmou.
A ação na Rocinha e no Vidigal, batizada de “Choque de Paz”, não teve espaço para o improviso e a correria de um ano atrás, no Complexo do Alemão. Em vez disso, foi minuciosamente arquitetada para minimizar os riscos em uma área nobre da cidade. A prisão do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi uma prova disso. Mas o planejamento esteve também fora da alçada da segurança.
Na véspera da operação, a Marinha deu demonstrações de algo que não é o seu forte: transparência. Chamou a imprensa para apresentar os 18 blindados que subiriam, horas depois, as favelas na zona sul, com tempo reservado para fotos e imagens para televisão. Em vez do atendimento improvisado, rente ao muro de um batalhão, a divulgação dos resultados da operação deste domingo se deu em uma área previamente preparada, com direito a sistema de som eficiente e aparelhos de TV que repetiam a cobertura das emissoras.
Modelo – É provável, e desejável, que a Rocinha e o Vidigal passem a ser o modelo de ocupação para criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). O projeto tem objetivos nobres e avanços indiscutíveis para o Rio. Mas há disparidades que, se não forem corrigidas, porão em risco até a cirúrgica ação na Rocinha. Nos morros do Fallet e Fogueteiro, o processo está longe de ser consolidado. Traficantes ainda circulam na região e, recentemente, foram afastados oficiais da PM que recebiam mesada da quadrilha.
A primeira UPP, instalada no Morro Santa Marta, em Botafogo, também na zona sul, conseguiu transformar o lugar em ponto de turismo e lazer da classe média. Mas os serviços ainda chegam devagar. No Alemã, como admite Cabral, a dificuldade de efetivo mantém, de forma irregular, militares do Exército em um prolongado papel de polícia.
De todas as UPPs, a da Rocinha – que deve ser inaugurada ainda antes da unidade do Alemão – deve se tornar a mais badalada, mais comentada internacionalmente. A favela tem, segundo estimativa do próprio governador, algo como 100 mil habitantes – os números serão conhecidos com a divulgação do último Censo do IBGE. Do alto daquele morro e do Vidigal a vista para o mar é incomparável, e nas duas áreas, mesmo com tráfico, o turismo persistia. O potencial econômico de áreas com essas características ainda é inimaginável, e o interesse da mídia internacional é proporcional a ele.
Cabral gaba-se de ter fechado dois ciclos com as UPPs: o primeiro, há duas semanas, foi a conclusão de um anel de favelas ‘pacificadas’ ao redor do palco da final da Copa de 2014, o Maracanã; agora, o projeto cerca a zona sul. A política de segurança do governador consegue, neste domingo, mais uma vez suplantar o noticiário negativo com um evento que monopoliza as atenções. Há três semanas, uma pesquisa do IPEA mostrava que as taxas de homicídio no Rio foram maquiadas durante o governo Cabral. O Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão que produz os dados oficiais, ainda não explicou as distorções que desapareceram com mais de 3 mil vítimas de assassinato em 2009. Por um bom tempo, ninguém vai lembrar delas.
Fonte: Veja.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mapa mostra locais onde pessoas não usam Facebook

Rede tem baixa penetração em países do Oriente Médio a Ásia



Mapa mostra onde Facebook não é popular (Reprodução)


Um site de design e estatísticas resolveu brincar com a popularidade do Facebook, que tem cerca de 800 milhões de usuários. O FlowingData.com desenvolveu um mapa-múndi para mostrar quais regiões ainda restam para a rede social de Mark Zuckerberg conquistar o mundo.

A representação aponta que o Facebook ainda precisa subjugar, por exemplo, internautas na China, Rússia, Coréia do Sul, Japão e Oriente Médio.

Para criar o UnFacebook, como foi batizado o projeto, dois estudantes de artes visuais juntaram o mapa de conexões do Facebook a um mapa da NASA. As áreas escuras mostram as localizações geográficas onde a audiência da rede é alta. As luzes amarelas representam os lugares com pouco fôlego da rede social.

Cada área tem uma particularidade que dificulta a invasão. Na China, por exemplo, o site é bloqueado desde 2009, o que permitiu o crescimento de outras redes sociais, como o Qzone, com 505 milhões de usuários ativos em julho de 2011. A concorrência local também é obstáculo na Rússia (domínio do Odnoklassniki.ru e do Vkontakte.ru), Japão (Gree, Mobage-Town, Mixi e Yahoo Mobage) e Coreia do Sul (Nate e a Cyworld).

O cerco à liberdade de expressão na web é o empecilho para o sucesso do Facebook em países do Oriente Médio. 

Fonte: VEJA.com

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Rio de Janeiro vai ganhar um cinema 6D

Cinema 6D


O Rio vai ganhar um cinema 6D (além da imagem em três dimensões, tem cheiros, movimentos, vento, frio, calor e até os pingos da chuva do filme).
Ficará no Shopping PátioMix Costa Verde, em Itaguaí.





Fonte: Ancelmo Gois